Olá, amigos!

Sou o Marcodalem, um lobo que, em tempos, quando os lobos vasculhavam toda a serra de Soajo, uivavam, desde o Marco d'Além até ao Alto do Gondomil. Com o tempo talvez me cheguem a conhecer melhor. O Ventor convidou-me para participar com ele, neste Blog e eu, claro, acabei por aceitar pois nunca deixaria de aceitar um pedido do Ventor.

 

Como sabem, o Ventor contava as suas histórias ao Quico e, agora, perante muita insistência minha, vai contá-las ao seu velho amigo - o Marcodalem que, tal como fazia o Quico, irei resumindo, por aqui, para vocês.

 

Hoje, o Ventor, andou por Lisboa e, num valor de cerca de 30 graus C, talvez mais, pelo menos ele diz que era o que o carro marcava, ao sol, encheu-se de sede e, para não variar, saiu e entrou num Tasco. A bebida da moda continua a ser a cerveja e, o Ventor sentou-se numa mesa e, para não destoar e com a sede que tinha, foi uma cerveja que pediu.

 

O empregado do Tasco, por acaso filho do Dono, trouxe a cerveja e, meteu-se na conversa de clientes amigos, numa das mesas ao lado. O Ventor escutou a conversa e, mordido pelo bicho, acabou por entrar nela.

 

Um dos indivíduos, virou-se para o empregado, semi-patrão ou patrão e disse: "eu sei que tu não gostas do gajo mas, se calhar, mesmo sendo eu socialista, ainda gosto menos". "O gajo", naquele bate-papo, era Sócrates, o Primeiro Ministro demissionário de Portugal. "E sabes porque não gosto? Não gosto porque foram seis anos! Seis anos de política suja levada a cabo por homens sem vergonha. Não tenhamos ilusões. Foi, de facto, a única coisa que tivemos durante estes seis anos de (des)Governo de José Sócrates.

E não se abismem. Os "topos de gama" deste nosso partido socialista, dos últimos anos, são, de facto, homens sem vergonha!

 

Não tiveram, na sua primeira campanha eleitoral, vergonha nenhuma, ao prometerem, aos portugueses, sonhos que já saberiam, certamente, que não poderiam cumprir e eu, embolado nesses sonhos, vai de votar nos gajos. Fui atrás desses vendedores de sonhos! Fizeram tudo ao contrário do que prometeram.

Foram maus pensadores e maus executores de políticas mal pensadas. Pensaram mal e executaram pior.

 

Perante o descalabro de um governo com maioria absoluta, deveriam ter vergonha de, nas segundas eleições, voltarem a prometer, ao partido e aos restantes portugueses, mais do mesmo para não cumprir.

Voltaram a partir para a segunda campanha eleitoral, com fintas e dribles borrifando-se, simplesmente, para o futuro de Portugal e daqueles que votaram neles.

 

Desta vez, eu, que sempre votei socialista, não caçaram o meu voto. À primeira, qualquer cai, à segunda, só cai quem quer e, à terceira, só caem os patos! Os que votaram da última vez, neste partido socialista, certamente, nunca chegaram a pensar na bolada que os ia apanhar. Na política, tal como no futebol, o jogo pode ser levado a cabo por sarrafeiros.

Como a sarrafa do jogador do União do Leiria que transformou uma jogada simples num golpe de karaté contra um jogador do Braga. Vocês viram? Golpe esse, tão duro, que nem dá para acreditar que, numa esquipa de três árbitros, nenhum tenha visto. Só fazendo vista grossa, claro! Se há jogadas no futebol que o jogador mereça um cartão vermelho directo, essa foi uma delas. Mas, não senhora! Os árbitros não viram!

 

O mesmo, na minha opinião, se tem passado com José Sócrates, na política. Ele faz sarrafa e não é corrigido. Enrola todos, mesmo a sua própria equipa! Cegos como os árbitros quando não lhes convém ver. Por isso tenho fé que seja o Zé Povinho a fazer-lhe o manguito do Almada Negreiros. A mostrar-lhe o cartão vermelho. Eu, um socialista convicto, já lho mostrei da última vez!

Cá para mim, este Sócrates, não percebe nada de filosofia. Pelo menos de filosofia política. Política para ele, é o paralelo do vendedor de banha da cobra! É só paleio. Com paleio, ele vende tudo! Vende os magalhães (os computadores, sabem?) ... Até vende os sonhos que rouba aos portugueses. Vende mentiras a qualquer preço e isto porque há muitos portugueses que não param para pensar e para analisar. Param apenas para o ouvir como param para ouvir qualquer vendedor da tal banha da cobra.

 

O Ventor, para não ser desmancha prazeres, achou por bem dizer alguma coisa.

 

"É isso mesmo", disse o Ventor, achando graça a todo aquele desabafo com o vendedor da banha da cobra e tudo.

"Uma vez, na Baixa de Lisboa, um vendedor de banha da cobra, tentou vender-me ou impingir-me, uma série de coisas em conjunto. Eu disse-lhe que não estava interessado. Gostava de comprar só o que me fazia falta. Teria de bater a outra porta. E sabe uma coisa? Estou a gostar da sua comparação! De tudo que o Sócrates me tentou vender, eu não comprei nada. Pelos vistos, ao senhor, ele ainda vendeu algo! Comprou-lhe com o voto e pode crer que lhe ficou bem caro. Penso que há sonhos que não valem nada e menos ainda aqueles que o Sócrates tentou impingir aos portugueses".

 

"Eu ouvi o gajo da banha da cobra, na Baixa, pensando que poderia aprender alguma coisa com ele mas, nada! Aproveitei para beber e saborear uma ginjinha, sempre com aquela retórica imposta aos ouvidos de todos. Hoje, garanto-lhe que não paro para ouvir Sócrates nem nenhuma das abencerragens que circulam a seu lado. Os homens enojam-me"!

 

Amigos, é a primeira vez que vos deixo aqui um post. O Ventor não lhe apetece contar-me o resto desta história. Estava convencido que ele ficaria animado por ter aqui um amigo para continuar mas, não. Voltarei para a próxima e acabarei por continuar com essa conversa de pessoas que sabem que a sua vida se tornou problemática com essas vendas de banha da cobra a que o Sócrates chama optimismo.

Optimismo? Ouvi bem, Ventor?

Nah! Tem mesmo de ficar para depois. Ele está cansado!

 

 

 

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Sei que não há homens perfeitos mas, também sei que há uns mais perfeitos que outros. Sempre admirei Abraham Lincoln e, a sua casinha de madeira, por tudo que li sobre ele. Achava, noutros tempos, que ele seria um bom Rei do Mundo

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publicado por Pilantras às 23:52