Estamos nos últimos trilhos duma caminhada política "Versão, Eleições 2011". 

Como gosto sempre de dizer o que penso, vou falar-vos dela!

Não sou daqueles que amua com os políticos por não fazerem o que eu esperaria e gostaria que fosse feito! Todos nós esperamos e gostávamos que a "coisa pública" funcionasse, na globalidade, para o bem de todos e ninguém gostará que, essa "coisa", funcione apenas para alguns.

 

É o que tem acontecido, ainda com mais assiduidade, desde que José Sócrates se tornou por vontade dos portugueses, governante deste recanto, à margem do atlântico a que um dia, alguém nos disse, tratar-se de um jardim, à beira-mar plantado. Depois, passou a distribuir-se alternativamente horta e jardim, mais floresta e áreas fragosas - áreas detentoras das fragas - onde um dia, ainda pululavam as cabras, as ovelhas, as rainhas das montanhas e tudo o mais.

 

Mais tarde, com as apregoadas liberdades desencadeadas pelo 25 de Abril, veio o encosto, quase exclusivo à Europa - à dita Comunidade!

Por interesses vários, o que a Europa fez, na realidade, foi, à custa de uns trocos, sacar-nos as produções agrícolas que nos poderiam matar a fome. A indústria, pouca e fraca, já tinha sido perdida pela revolução de Abril. Não é por acaso que, quando entro num supermercado, em todos os grandes supermercados, eu encontro todas as variedades agrícolas e frutícolas de quase todo o mundo. Da nossa vizinha Espanha chega tudo, produtos agrícolas e industriais. Por quase igual modo, da França, da Itália e dos países mais longínquos como o Chile, Brasil, Argentina, África do Sul, Nova Zelândia, China e por aí fora. Até já encontrei maças importadas dos Estados Unidos. Muito raramente encontramos nas grandes superfícies produtos nossos. Tudo isto não passa de uma tristeza!

 

Podiam ser produtos que entravam em Portugal devido à volta e reviravolta das estações do ano. Mas eu não me refiro a isso. Refiro-me aos produtos da época! Não digo nada sobre a entrada de uvas no mês de Janeiro vindas da África do Sul, do Chile, ou ... dos produtos tropicais ...

Refiro-me apenas àqueles produtos que numa determinada época, Portugal devia produzir de modo que chegasse para todos mas, nem nos anos bons isso acontece!

Tudo isto foi devido às cedências que fizemos à União Europeia. Eles têm mandado os subsídios e nós, com esses subsídios, temos importado os seus produtos. Assim, o dinheiro que entra, volta a sair, acompanhado de muito mais e não é por acaso que, nos últimos anos a nossa dívida passou muito para além do valor do nosso PIB e, se continuarmos com as políticas de um Governo comandado por José Sócrates, por mais quatro anos, atingirá o dobro desse tal fraco PIB.

 

Portugal não pode continuar a ser governado por uma espécie de autista político, com duas personalidades como disse e muito bem, Jerónimo de Sousa, Secretário Geral do PCP. Nada do que Sócrates prometeu foi cumprido e, se, eventualmente, cumpriu alguma coisa, será coisa de somenos importância. Talvez seja bom para as cimeiras da NATO, da União Europeia e qualquer outra de onde, de imediato não se esperará nada a não ser os patoás do costume. Naquilo que seria expectável alguma coisa de útil para o país, nada! Talvez a dupla personalidade de Sócrates também possa ser representada com este grande exemplo - a promessa dos 150.000 empregos. Não me recordo quantos desempregados existiam quando Sócrates tomou as rédeas do poder, mas calculo que os tais 150.000 empregos por ele prometidos, se transformaram em pouco mais ou menos 300.000 novos desempregados e, se contarmos aqueles que já perderam o subsídio e não voltaram a arranjar emprego, então serão incontáveis e só caberão na linha dos upa, upa!

 

Por mim, Sócrates nunca mais! Mas, quando cheguei a admitir que o PS teria lá gente melhor que José Sócrates, concluo hoje que estava enganado! Depois do Congresso do PS e da queda desse governo anedótico, depois de começar a ouvir mais atentamente as segundas linhas de José Sócrates, antes e após o início da campanha eleitoral, passei a lamentar cada vez mais os destinos do nosso país.

Por isso, quanto mais eu ouço a cassete de José Sócrates usada intensamente contra o PSD mais me tenho convencido que o homem não presta mesmo! Ele não procura esclarecer os portugueses sobre um qualquer novo projecto, a não ser bater no Passos Coelho. O mau, o anti-social, o contra o Estado Social, o contra o ensino, o contra a escolaridade, o contra a saúde, enfim! ... O PS de José Sócrates não tem um programa! O único programa dele é afastar do seu caminho o Passos Coelho!

 

Depois de ouvir José Sócrates e o Passos Coelho, muito poucas vezes, a única coisa que eu ouvi neles, foi o tal debate, se tivesse de fazer uma escolha pessoal entre os dois, preferiria de longe o Passos Coelho, sem experiência, como diz o Sócrates, do que esse tal Sócrates com a sua experiência de lábia, apenas.

Para aqueles que fazem o apelo para não votar em Sócrates, podem contar comigo. Não votarei no Sócrates. Para os indecisos, votem em qualquer partido, qualquer deles será melhor. Para vosso bem e para bem do nosso país, esqueçam o Sócrates!

***********************



Sei que não há homens perfeitos mas, também sei que há uns mais perfeitos que outros. Sempre admirei Abraham Lincoln e, a sua casinha de madeira, por tudo que li sobre ele. Achava, noutros tempos, que ele seria um bom Rei do Mundo

tags:
publicado por Ventor às 12:40