Esta frase tirei-a, para este título, do último artigo que Maria José Nogueira Pinto escreveu para o Diário de Notícias. Uma frase simples que só pode tornar grande quem a profere.

Quem é livre e honesto, quem caminha de terra em terra, para melhor levar a sua vida e dos seus, emigrando, ou mesmo, todos aqueles que por razões várias foram escorraçados da sua terra e levados ao exílio sem sequer pensarem em vender ou vilipendiar a Pátria, só podem, de facto, pronunciar aquela frase. Mas há os politiqueiros crápulas que, com o 25 de Abril se autoproclamaram políticos que não fugiram para o exílio apenas por desentendimentos políticos mas por cobardia ou porque se estiveram nas tintas para a Pátria, vilipendiando-a nas ruas dos países que lhe deram guarida (como Londres, Inglaterra), alguns desses, na minha opinião, só conseguiram vir a ser famosos devido à "abrilada" que, apareceu de repente, embandeirada de cravos, arrastando o poder pelas sarjetas das ruas mas, depois, exactamente, porque os préstimos dessa gente eram tão poucos, que os cravos acabaram por murchar rapidamente.

 

Hoje, estamos pelas ruas da amargura devido àqueles que julgavam que governar um país era usar as famosas fatiotas Armani, sorrir para as televisões, passar a mão côncava pelo penteado, para ficar mais look e dizer a todos nós que estava tudo bem neste país que bem poderia ser o da tal Alice - o país das Maravilhas.

Desmentir quem lhe atirava à cara as evidências da realidade e mesmo depois de trancarem as portas, ainda há os tais "gloriosos e famosos", dessa política de caca, a dizerem que foi um erro ter provocado a queda do Sócrates. Um erro foi deixar o Sócrates ir para além dos dois primeiros anos do seu primeiro Governo e outro erro foi abrir-lhe as portas. O que eu penso dessa malta é que, durante anos, andaram a ler o seu Braile de imaginação. Sim, o Braile é para aqueles que foram bafejados pela má sorte, aqueles que o Senhor da Esfera atirou para as esquinas da tristeza, não devia ser para aqueles que tudo aprenderam sem nunca borrar os dedos nos tinteiros da tinta das carteiras que, apesar de tudo, tiraram Portugal do insucesso a que foi levado pela primeira República. Estes manos, caminharam por trilhos perigosos, de homens que elegeram como padrinhos mas que, por razões várias, não foram sucesso em Portugal.

 

Digo por razões várias e uma dessas razões foi a Primeira Guerra Mundial onde Portugal participou com galhardia ao lado dos aliados mas, como todos que se dedicaram a esse pequeno retalho da nossa história, sabemos que, na sua retaguarda raiava a incompetência política. Depois do 25 de Abril, foi tudo o que temos visto. Na prática, só insucessos! Pois nada me garante que, não teria sido mais sólida uma política de progressão económica, apesar das dificuldades deixadas pelas negociações de Lusaka! Não é por acaso que hoje temos uma guerra sofisticada com essa "gajada criadora de lixos a que chamamos Moodys ou outros nomes" e que, mais uma vez, há muita gente que se dedica à leitura do seu Braile, leituras que deviam de ser feitas pelos infelizes dos invisuais, porque sabem e não por leitores de trocadilhos.

Esta já é a terceira vez que passamos por isto, após o 25 de Abril! Mas nunca essas cacas de pretensos especialistas, chegaram tão longe. Por isso, penso eu, na medida do possível, esses avantesmas devem ser corridos do nosso meio, com o lixo que eles cá colocaram.

 

Mas hoje, tenho esperança que os portugueses continuem a sua vida normal, atirando, como podem, os seus lixos para "as Moodys" sem vergonha que pululam por este mundo e que sejam acompanhados pelas pessoas sérias que ainda fazem parte desse mesmo mundo. As coisas não correm bem e eu só espero que o problema financeiro não se torne noutros problemas mais reais a nível europeu e que não leve a Europa, num ápice, a esfrangalhar a esperança que demoradamente foi implantando.

A Europa deve estar vigilante e não só contra as Moodys! Já é a 2ª vez que ouço que a Europa está a ser ameaçada! E, mais uma vez, a ameaça vem do Norte de África. Primeiro foi o Mohamed Ben Bella nos anos 60' e, agora, Muammar al Gaddafi (Kadhafi) em 2011, praticamente, cerca de 50 anos depois. Kadhafy ameaçou atacar a Europa e, considerando os políticos que hoje pedalam a política europeia, não me admiraria nada de, qualquer dia, termos de combater nos céus do Alentejo, da Andaluzia e outros, as bestices aéreas que o poder do petróleo colocou nas mãos de Kadhafy. Não se esqueçam que Kadhafy é real e se não for ele podem vir a ser outros.

Cuida-te Europa!

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Sei que não há homens perfeitos mas, também sei que há uns mais perfeitos que outros. Sempre admirei Abraham Lincoln e, a sua casinha de madeira, por tudo que li sobre ele. Achava, noutros tempos, que ele seria um bom Rei do Mundo

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publicado por Ventor às 21:11