Hoje estou chateado!

De cidadão para cidadão, Sr. Passos Coelho!

Amigos?

Isto é o que pensa um "não amigo" ou, melhor dizendo, um português traído.

Deixe-se de palavrinhas sonsas e seja um português sério! Estamos sempre a tempo de nos corrigir.

O Senhor rouba, com R grande, descaradamente os portugueses que não passamos de uma cambada de sonsos, (sim sonsos!) senão já lhe tínhamos mandado dar corda aos sapatos e pôr-se a milhas mas não a "passos" e, no dia seguinte, vem armado em totó chamar-nos amigos?

 

Somos sonsos mas não somos totós, Sr. Passos Coelho!

Sabe porque se devia pôr a milhas?

Apenas porque eu e muitos dos portugueses que votaram em si, foram levados pelos mesmos palavrões que aldrabões anteriores usaram. Já devíamos estar de sobreaviso contra todos aqueles que fazem demasiadas promessas e não devíamos aceitar políticos que só conhecem um trilho na sua caminhada política. O trilho da promessa e da mentira e para mim, os seus grandes crimes são semelhantes aos crimes dos anteriores aldrabões que nos têm governado, ano após ano. O Senhor foi-se imiscuindo nas politiquices aldrabonas de José Sócrates, insinuando que havia hipótese de endireitar o que vinha mal sem a negra política dos PAC's!

 

Por acaso o Senhor sabe o que fez e o que continua a fazer? Tem alguma noção do caminho da verdade? Tem alguma noção dos valores éticos do significado da verdade e do significado da mentira? Se tem não é capaz de dizer aos seus "amigos" portugueses que, de momento, devem ser muito poucos. Talvez tantos como aqueles que alinham à mesa do Orçamento. Orçamento de topo! Não terá certamente mais!

 

Eu costumo dizer: "quando eu não gosto, ninguém gosta"!

Ninguém gosta de si, cidadão Passos Coelho! É o que eu ouço todos os dias mal coloco a cabeça à janela para espreitar a beleza dos raios do meu amigo Apolo. Observo o horizonte e zás! ... aquele isto, aquele aquilo, ... Nem queira saber! São pessoas simples que procuram trabalho, que levam os filhos ou os netos à escola, que metem a mão no bolso e contam os cêntimos entre dois dedos, se é que ainda sobra algum.

 

São as pessoas que o ouviram gritar em frente das câmaras que não cortaria subsídios, que não aumentaria impostos que isto ou que aquilo, apenas para levar os "lorpas", pensava o Senhor. E levou! Mas os lorpas que tudo lhe deram, pode ter a certeza que tudo lhe irão tirar. Não me parece que o seu partido e dos seus parceiros, voltem tão depressa ao poder. Não irá ficar pedra sobre pedra, porque os gajos que levaram esta caca toda à ruína, já se sentem com moral para o fazer dar a tal corda aos sapatos. O outro parou em Paris e o Senhor vai parar onde? No bolso dos gajos que o manobram como uma marionete?

 

Sabe qual o significado da palavra confiança? Sabe qual é o significado da palavra traição? Claro que não sabe! Se soubesse já se tinha ido embora. O Senhor traiu quem votou em si, quem votou no seu partido, fundamentalmente, quem confiou em si e, afinal, apenas confiou no homem que apostou num único objectivo: esmifrar os portugueses até ao último cêntimo. O que está entre o prometido e o cumprido, chama-se traição, Sr. Passos Coelho e, onde há traição, deixou de haver confiança. Devia de saber. É tão simples como uma regra de três!

 

Depois de o ouvir a si na sexta-feira e de ouvir, hoje, com muita atenção, o seu ministro da Contabilidade, só me restaria retribuir-vos ponto por ponto, com o mesmo significado moral, mas eu sei que a moralidade política não existe e, nem acredito se seriam capazes de discernir entre essa dicotomia de moralidade e imoralidade.

 

Portugal vai mudar senhor Passos Coelho, mas estou confiante que não será consigo!

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Sei que não há homens perfeitos mas, também sei que há uns mais perfeitos que outros. Sempre admirei Abraham Lincoln e, a sua casinha de madeira, por tudo que li sobre ele. Achava, noutros tempos, que ele seria um bom Rei do Mundo

publicado por Ventor às 18:55