Um dia destes, passou por mim uma gaivota e disse-me, na sua linguagem perfeita: "boa tarde, Ventor". Perguntei-lhe se me trazia boas novas e a sua linguagem alterou-se, dizendo e barafustando: "ainda sonhas, Ventor? Tu"! Realmente já não há nada para sonhar - disse eu! Mas posso pensar, não?

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"A tua esperança, Ventor, é o ocaso"! Respondeu ela.

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Depois pousou numa rocha à minha frente e olhou-me com comiseração.

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Tenho pena de ti, Ventor - disse-me ela.

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Sei que não há homens perfeitos mas, também sei que há uns mais perfeitos que outros. Sempre admirei Abraham Lincoln e, a sua casinha de madeira, por tudo que li sobre ele. Achava, noutros tempos, que ele seria um bom Rei do Mundo

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publicado por Ventor às 09:48