Na Rota de Apolo

"Na Rota de Apolo, como o Vexiloide de Alexandre Grande "

Planeta Azul - Na Rota do Lince Ibérico

O Lince Ibérico, retirado da Wikipédia atribuído ao "Programa de Conservación Ex-Situ del Lince Ibérico

Luis de Camões nos Jerónimos

Os Bons!

03.06.11

Acho que ninguém sabe nada do que se vai passar após o 5 de Junho. Pergunto ao Senhor da Esfera e Ele recordou-me que fui eu que preferi as minhas condições. Não ter qualquer influência no andamento da Humanidade neste Planeta Azul.

 

O anda e desanda de todos os acontecimentos ultrapassam-nos todos os dias, desde os pequenos aos grandes acontecimentos e, por vezes, os que nos parecem pequenos ou de somenos importância, bem analisados, até podem acabar por nos parecer bem grandes!

Como esta saída do Manuel Pinho ontem por aí algures a defender a sua posição dourada junto de José Sócrates.

Vejam lá, como o hominho é, politicamente, de estatura elevada:

Segundo o que vi por aqui, algures, Manuel Pinho, como muitos recordarão, foi ministro da Economia no Governo de José Sócrates. Mas foi corrido!

E, pelo menos alguns, saberão porquê!

 

Estes homens do PS português, pelo menos os últimos que se foram chegando, são todos homens de grande importância e de elevado estatuto! Senão vejam: "disse Manuel Pinho, que o Passos Coelho nem tem a experiência de um Secretário de Estado! Se calhar, pensaria ele, qualquer político, deveria ter alguma experiência, fosse ela qual fosse, nem que fosse, apenas e só, colar os cartazes do PS. Se calhar aquela que ele tinha quando foi para ministro da Economia de Sócrates. Só que o homem tinha a experiência e a escola toda. Vejam lá vocês! Ele até já sabia levantar o dedo do meio bem esticado para os seus adversários políticos como aconteceu no Parlamento e isso só foi para que todos os portugueses ficassem a saber que, o homem tinha, de facto, a experiência toda. Nada de confusão! Enquanto o Passos Coelho não esticar o seu dedo central, tal como o Manuel Pinho, nunca será um homem experiente.

 

Isto só para vos dizer que, depois desta meta a que o Partido Socialista nos levou, e depois de ontem ouvir o Manuel Pinho (Grande Economista!), concluí que claudicamos económica e financeiramente porque os experientes ministros do PS, em vez de trabalharem, passaram 6 anos e meio a treinar e a apontar o esticanço do dedo! É por homens destes, cheios de Experiência, que Portugal atingiu, hoje, o estatuto mais elevado da negação económico-financeira.

 

Faço ideia de como bailarão na boca destes experientes senhores, o ex-primeiro ministro trabalhista inglês e o actual conservador, por atingirem o topo da política britânica, sem experiência nenhuma. Se tivessem ouvido antes os experientes José Sócrates e Manuel Pinho, nem se teriam atrevido a chegar tão alto.

Acho que é pena tanta experiência não ter valido de nada ao povo português.

 

Para mim, continuo convicto que, realmente, essa grande experiência dos senhores socialistas, deveria ficar por detrás da porta do Parlamento debaixo de uma boa vassoura ou, caso não haja vassoura (o mais provável), ficar enrolada nas curvas da mangueira do aspirador. Por mim, prefiro ver um homem honesto, sem experiência e com vontade de trabalhar do que todos esses experientes senhores do afundanço.

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Sei que não há homens perfeitos mas, também sei que há uns mais perfeitos que outros. Sempre admirei Abraham Lincoln e, a sua casinha de madeira, por tudo que li sobre ele. Achava, noutros tempos, que ele seria um bom Rei do Mundo

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publicado por Ventor às 20:11

Caminhada Política

02.06.11

Estamos nos últimos trilhos duma caminhada política "Versão, Eleições 2011". 

Como gosto sempre de dizer o que penso, vou falar-vos dela!

Não sou daqueles que amua com os políticos por não fazerem o que eu esperaria e gostaria que fosse feito! Todos nós esperamos e gostávamos que a "coisa pública" funcionasse, na globalidade, para o bem de todos e ninguém gostará que, essa "coisa", funcione apenas para alguns.

 

É o que tem acontecido, ainda com mais assiduidade, desde que José Sócrates se tornou por vontade dos portugueses, governante deste recanto, à margem do atlântico a que um dia, alguém nos disse, tratar-se de um jardim, à beira-mar plantado. Depois, passou a distribuir-se alternativamente horta e jardim, mais floresta e áreas fragosas - áreas detentoras das fragas - onde um dia, ainda pululavam as cabras, as ovelhas, as rainhas das montanhas e tudo o mais.

 

Mais tarde, com as apregoadas liberdades desencadeadas pelo 25 de Abril, veio o encosto, quase exclusivo à Europa - à dita Comunidade!

Por interesses vários, o que a Europa fez, na realidade, foi, à custa de uns trocos, sacar-nos as produções agrícolas que nos poderiam matar a fome. A indústria, pouca e fraca, já tinha sido perdida pela revolução de Abril. Não é por acaso que, quando entro num supermercado, em todos os grandes supermercados, eu encontro todas as variedades agrícolas e frutícolas de quase todo o mundo. Da nossa vizinha Espanha chega tudo, produtos agrícolas e industriais. Por quase igual modo, da França, da Itália e dos países mais longínquos como o Chile, Brasil, Argentina, África do Sul, Nova Zelândia, China e por aí fora. Até já encontrei maças importadas dos Estados Unidos. Muito raramente encontramos nas grandes superfícies produtos nossos. Tudo isto não passa de uma tristeza!

 

Podiam ser produtos que entravam em Portugal devido à volta e reviravolta das estações do ano. Mas eu não me refiro a isso. Refiro-me aos produtos da época! Não digo nada sobre a entrada de uvas no mês de Janeiro vindas da África do Sul, do Chile, ou ... dos produtos tropicais ...

Refiro-me apenas àqueles produtos que numa determinada época, Portugal devia produzir de modo que chegasse para todos mas, nem nos anos bons isso acontece!

Tudo isto foi devido às cedências que fizemos à União Europeia. Eles têm mandado os subsídios e nós, com esses subsídios, temos importado os seus produtos. Assim, o dinheiro que entra, volta a sair, acompanhado de muito mais e não é por acaso que, nos últimos anos a nossa dívida passou muito para além do valor do nosso PIB e, se continuarmos com as políticas de um Governo comandado por José Sócrates, por mais quatro anos, atingirá o dobro desse tal fraco PIB.

 

Portugal não pode continuar a ser governado por uma espécie de autista político, com duas personalidades como disse e muito bem, Jerónimo de Sousa, Secretário Geral do PCP. Nada do que Sócrates prometeu foi cumprido e, se, eventualmente, cumpriu alguma coisa, será coisa de somenos importância. Talvez seja bom para as cimeiras da NATO, da União Europeia e qualquer outra de onde, de imediato não se esperará nada a não ser os patoás do costume. Naquilo que seria expectável alguma coisa de útil para o país, nada! Talvez a dupla personalidade de Sócrates também possa ser representada com este grande exemplo - a promessa dos 150.000 empregos. Não me recordo quantos desempregados existiam quando Sócrates tomou as rédeas do poder, mas calculo que os tais 150.000 empregos por ele prometidos, se transformaram em pouco mais ou menos 300.000 novos desempregados e, se contarmos aqueles que já perderam o subsídio e não voltaram a arranjar emprego, então serão incontáveis e só caberão na linha dos upa, upa!

 

Por mim, Sócrates nunca mais! Mas, quando cheguei a admitir que o PS teria lá gente melhor que José Sócrates, concluo hoje que estava enganado! Depois do Congresso do PS e da queda desse governo anedótico, depois de começar a ouvir mais atentamente as segundas linhas de José Sócrates, antes e após o início da campanha eleitoral, passei a lamentar cada vez mais os destinos do nosso país.

Por isso, quanto mais eu ouço a cassete de José Sócrates usada intensamente contra o PSD mais me tenho convencido que o homem não presta mesmo! Ele não procura esclarecer os portugueses sobre um qualquer novo projecto, a não ser bater no Passos Coelho. O mau, o anti-social, o contra o Estado Social, o contra o ensino, o contra a escolaridade, o contra a saúde, enfim! ... O PS de José Sócrates não tem um programa! O único programa dele é afastar do seu caminho o Passos Coelho!

 

Depois de ouvir José Sócrates e o Passos Coelho, muito poucas vezes, a única coisa que eu ouvi neles, foi o tal debate, se tivesse de fazer uma escolha pessoal entre os dois, preferiria de longe o Passos Coelho, sem experiência, como diz o Sócrates, do que esse tal Sócrates com a sua experiência de lábia, apenas.

Para aqueles que fazem o apelo para não votar em Sócrates, podem contar comigo. Não votarei no Sócrates. Para os indecisos, votem em qualquer partido, qualquer deles será melhor. Para vosso bem e para bem do nosso país, esqueçam o Sócrates!

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Sei que não há homens perfeitos mas, também sei que há uns mais perfeitos que outros. Sempre admirei Abraham Lincoln e, a sua casinha de madeira, por tudo que li sobre ele. Achava, noutros tempos, que ele seria um bom Rei do Mundo

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publicado por Ventor às 12:40

Política Suja I

14.05.11

Cá estou eu, o Marcodalem, para o resto da História que o Ventor acabou por me contar.

O Ventor tem muitos problemas mas, depois de dar uma caminhada com outros amigos, como o melro Tobias e seus filhotes, patos, patinhos e patões, como o seu amigo Pingas, as galinhas d'água, as garças, os pombos bravos, as rolas turcas, os gaios e muitos outros penudos, tudo fica diferente.

 

Por isso, hoje aproximei-me dele e perguntei-lhe se já me podia contar o que faltou da conversa nessa Tasca de Lisboa.

 

E, o Ventor, tentou, sem esforço, recordar algumas das conversas que ouviu nessa Tasca e apenas por esse grupinho de amigos. Mas, conversas como esta, pelas tascas de Lisboa, da Amadora e muitos outros sítios, por onde o Ventor passa, nunca têm fim!

 

O Ventor disse-me que, conversas destas, fazem de uns, nossos amigos e, de outros, nossos inimigos. Mas eu, tal como o Ventor, estamos-nos nas tintas para os gostos de cada um. O objectivo é fazer com que aqueles que passam por aqui reflictam no que os espera ou pode vir a esperar após o 5 de Junho de 2011. Aliás, acho que todos nós sabemos o que nos espera e, para aqueles que têm dúvida, ouçam o resto da conversa entre estes 4 amigos.

 

Dizia um dos tais amigos:

"A mestria com que José Sócrates apresentou o final das negociações com a Troika só pode ter acontecido porque, ele está a aperceber-se que os portugueses, na sua generalidade, cada vez se tornam mais «patos» e, ele, escolheu o momento ideal. O intervalo de um jogo de futebol que, para uns mais e para outros menos, não deixariam contudo de estar com os olhos fitos na televisão. Real Madrid e Barcelona, não são umas equipas quaisquer e, nesse dia, estavam muitos de olho nesse jogo. Por isso, no intervalo, estariam também, com os olhos no Sócrates"!

 

"Ele disse para patos", prosseguiu o tal indivíduo, "afinal, não vão ficar sem o 13º mês, nem sem o 14º mês, nem vão baixar os ordenados, nem isto, nem aquilo" ...

 

"Ficar sem o subsídio de férias e sem o subsídio de Natal, seria, em termos psicológicos, arrasador para 80 a 90% de todos aqueles que apoiaram José Sócrtates nas suas fanfarronadas de promessas eleitorais, nas últimas eleições.

O que Sócrates não disse, porque isso passaria à margem ou o disse de modo a não ser muito audível, foi que os portugueses iriam ser lixados com um grande «F» mas, isso passaria à margem".

 

"Não disse, por exemplo, com o mesmo impacto do 13º e 14º mês que, os ordenados e as reformas iriam ser congelados durante 3 anos ou mais (?), durante a imposição do programa da Troika mas, de facto, na sua generalidade, eles já estão congelados, na prática!

Não dise que, no último ano, a inflação subiu 4% mais qualquer coisa e que, nos próximos três anos, se o Sócrates nos disser que a inflação não irá passar dos 2%, como pretenderá o BCE, atendendo às verdades do Sócrates, ela poderá ser multiplicada por três e acabar em seis, ou mais"!

 

"Todos os anos a inflação a subir, com ordenados e pensões congelados, aumento de impostos e dos escalões de IRS e, sei lá que mais, os portugueses ficarão na prática, sem muito mais que o 13º e o 14º mês".

 

"Ma todos sabemos que, o Sócrates irá dizer que não! Vai dizer que, com ele no Governo, tudo irá correr às mil maravilhas nos três anos da Troika. Vai dizer-nos que iremos importar pouco e exportar muito e até, se calhar, voltará à sua máxima: «arranjar novos empregos, não para 150.000 mas, talvez alguns 300.000! À primeira falhou, à segunda falhou mas, à terceira, será de vez"!

 

"Do Sócrates é de esperar tudo. Tudo sim! Sim porque, o Sócrates, como ele se farta de apregoar aos 7 ventos (ou serão mais?), é um homem optimista e, nesse prisma optimista, o optimismo, mantém as nações de pé! Isto irá sempre, nas perspectivas do Sócrates! Se não arranjar mais nada para vender, ele venderá o seu optimismo. Talvez a Srª Merkel, compre! Porque não"?

 

"De facto, ele fez tudo bem feito. Ninguém faria melhor que ele! Ninguém venderia mais computadores Magalhães que ele! Ninguém teria feito mais por Portugal que ele! Encheu os nossos cofres de dívidas, duplicou-as em seis anos. Foi, na realidade, um feito extraordinário"!

 

"Esse optimismo do Sócrates faz lembrar o de Vasco Gonçalves no seu discurso de Almada, em 1975. Nessa altura, ao lado de Mário Soares e outros, fui para a rua gritar «fora o Vasco». Hoje, mesmo depois de votar nele, já ando na rua gritando, «fora o Sócrates»"!

 

"Então, bastaram nove (o Grupo dos Nove)! Hoje serão precisos muitos mais. Mais homens e menos «patos», para que Portugal não entre numa ruína maior que a que está à vista. Estará tudo à vista?

Uma aragenzinha que fez tremelicar os estores de alguns bancos, a nível internacional, foi o suficiente para Sócrates gritar a todos os quadrantes que a crise foi internacional. Mas qual crise? Não houve crise para entrar dinheiro a rodos neste país para o Sócrates desbaratar na sua política de caca".

 

E o tal indivíduo prosseguiu: "estou convicto que, qualquer político em Portugal, saberá velar melhor pelos destinos do nosso país e pelo nosso povo do que Sócrates e todos esses escroques socialistas que o rodeiam".

 

"Há seis anos que me tentei convencer que o Partido Socialista terá melhor gente que esta que nos apresenta mas, hoje, depois do que vi neste último congresso, já não me restam dúvidas. O melhor é esquecermos-nos deles"!

 

O Ventor disse-me que o tal homem pagou as cervejas e, ao sair, voltou-se para o seu amigo da Tasca, recebeu o troco e disse-lhe: "não me admiraria se um dia quiser vir aqui beber uma cerveja, num dia quente como este e não ter dinheiro para a pagar. Ainda temos trabalho mas a pergunta está no ar. Por quanto tempo"? 

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Sei que não há homens perfeitos mas, também sei que há uns mais perfeitos que outros. Sempre admirei Abraham Lincoln e, a sua casinha de madeira, por tudo que li sobre ele. Achava, noutros tempos, que ele seria um bom Rei do Mundo

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publicado por Ventor às 19:20

Política Suja

12.05.11

Olá, amigos!

Sou o Marcodalem, um lobo que, em tempos, quando os lobos vasculhavam toda a serra de Soajo, uivavam, desde o Marco d'Além até ao Alto do Gondomil. Com o tempo talvez me cheguem a conhecer melhor. O Ventor convidou-me para participar com ele, neste Blog e eu, claro, acabei por aceitar pois nunca deixaria de aceitar um pedido do Ventor.

 

Como sabem, o Ventor contava as suas histórias ao Quico e, agora, perante muita insistência minha, vai contá-las ao seu velho amigo - o Marcodalem que, tal como fazia o Quico, irei resumindo, por aqui, para vocês.

 

Hoje, o Ventor, andou por Lisboa e, num valor de cerca de 30 graus C, talvez mais, pelo menos ele diz que era o que o carro marcava, ao sol, encheu-se de sede e, para não variar, saiu e entrou num Tasco. A bebida da moda continua a ser a cerveja e, o Ventor sentou-se numa mesa e, para não destoar e com a sede que tinha, foi uma cerveja que pediu.

 

O empregado do Tasco, por acaso filho do Dono, trouxe a cerveja e, meteu-se na conversa de clientes amigos, numa das mesas ao lado. O Ventor escutou a conversa e, mordido pelo bicho, acabou por entrar nela.

 

Um dos indivíduos, virou-se para o empregado, semi-patrão ou patrão e disse: "eu sei que tu não gostas do gajo mas, se calhar, mesmo sendo eu socialista, ainda gosto menos". "O gajo", naquele bate-papo, era Sócrates, o Primeiro Ministro demissionário de Portugal. "E sabes porque não gosto? Não gosto porque foram seis anos! Seis anos de política suja levada a cabo por homens sem vergonha. Não tenhamos ilusões. Foi, de facto, a única coisa que tivemos durante estes seis anos de (des)Governo de José Sócrates.

E não se abismem. Os "topos de gama" deste nosso partido socialista, dos últimos anos, são, de facto, homens sem vergonha!

 

Não tiveram, na sua primeira campanha eleitoral, vergonha nenhuma, ao prometerem, aos portugueses, sonhos que já saberiam, certamente, que não poderiam cumprir e eu, embolado nesses sonhos, vai de votar nos gajos. Fui atrás desses vendedores de sonhos! Fizeram tudo ao contrário do que prometeram.

Foram maus pensadores e maus executores de políticas mal pensadas. Pensaram mal e executaram pior.

 

Perante o descalabro de um governo com maioria absoluta, deveriam ter vergonha de, nas segundas eleições, voltarem a prometer, ao partido e aos restantes portugueses, mais do mesmo para não cumprir.

Voltaram a partir para a segunda campanha eleitoral, com fintas e dribles borrifando-se, simplesmente, para o futuro de Portugal e daqueles que votaram neles.

 

Desta vez, eu, que sempre votei socialista, não caçaram o meu voto. À primeira, qualquer cai, à segunda, só cai quem quer e, à terceira, só caem os patos! Os que votaram da última vez, neste partido socialista, certamente, nunca chegaram a pensar na bolada que os ia apanhar. Na política, tal como no futebol, o jogo pode ser levado a cabo por sarrafeiros.

Como a sarrafa do jogador do União do Leiria que transformou uma jogada simples num golpe de karaté contra um jogador do Braga. Vocês viram? Golpe esse, tão duro, que nem dá para acreditar que, numa esquipa de três árbitros, nenhum tenha visto. Só fazendo vista grossa, claro! Se há jogadas no futebol que o jogador mereça um cartão vermelho directo, essa foi uma delas. Mas, não senhora! Os árbitros não viram!

 

O mesmo, na minha opinião, se tem passado com José Sócrates, na política. Ele faz sarrafa e não é corrigido. Enrola todos, mesmo a sua própria equipa! Cegos como os árbitros quando não lhes convém ver. Por isso tenho fé que seja o Zé Povinho a fazer-lhe o manguito do Almada Negreiros. A mostrar-lhe o cartão vermelho. Eu, um socialista convicto, já lho mostrei da última vez!

Cá para mim, este Sócrates, não percebe nada de filosofia. Pelo menos de filosofia política. Política para ele, é o paralelo do vendedor de banha da cobra! É só paleio. Com paleio, ele vende tudo! Vende os magalhães (os computadores, sabem?) ... Até vende os sonhos que rouba aos portugueses. Vende mentiras a qualquer preço e isto porque há muitos portugueses que não param para pensar e para analisar. Param apenas para o ouvir como param para ouvir qualquer vendedor da tal banha da cobra.

 

O Ventor, para não ser desmancha prazeres, achou por bem dizer alguma coisa.

 

"É isso mesmo", disse o Ventor, achando graça a todo aquele desabafo com o vendedor da banha da cobra e tudo.

"Uma vez, na Baixa de Lisboa, um vendedor de banha da cobra, tentou vender-me ou impingir-me, uma série de coisas em conjunto. Eu disse-lhe que não estava interessado. Gostava de comprar só o que me fazia falta. Teria de bater a outra porta. E sabe uma coisa? Estou a gostar da sua comparação! De tudo que o Sócrates me tentou vender, eu não comprei nada. Pelos vistos, ao senhor, ele ainda vendeu algo! Comprou-lhe com o voto e pode crer que lhe ficou bem caro. Penso que há sonhos que não valem nada e menos ainda aqueles que o Sócrates tentou impingir aos portugueses".

 

"Eu ouvi o gajo da banha da cobra, na Baixa, pensando que poderia aprender alguma coisa com ele mas, nada! Aproveitei para beber e saborear uma ginjinha, sempre com aquela retórica imposta aos ouvidos de todos. Hoje, garanto-lhe que não paro para ouvir Sócrates nem nenhuma das abencerragens que circulam a seu lado. Os homens enojam-me"!

 

Amigos, é a primeira vez que vos deixo aqui um post. O Ventor não lhe apetece contar-me o resto desta história. Estava convencido que ele ficaria animado por ter aqui um amigo para continuar mas, não. Voltarei para a próxima e acabarei por continuar com essa conversa de pessoas que sabem que a sua vida se tornou problemática com essas vendas de banha da cobra a que o Sócrates chama optimismo.

Optimismo? Ouvi bem, Ventor?

Nah! Tem mesmo de ficar para depois. Ele está cansado!

 

 

 

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publicado por Pilantras às 23:52

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