Hoje foi mais um dia de aniversário da Restauração de Portugal.

 

Faz hoje 371 anos que um punhado de homens decidiram jogar tudo, até a própria vida para voltar a recolar a nação portuguesa, a caminhar ao lado de seus pares de então.

 
                                 
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O Rei D. João IV de Portugal e a sua aclamação como Rei de Portugal 
 
 
Esta era a Bandeira de D. João IV
 
Foi cognominado de o Restaurador, por ter restaurado a independência de Portugal e, o Afortunado por, uma vez caída a coroa na sua cabeça, não querer governar.  
 

 

 

D. Luisa de Gusmão

 

Valeu a intervenção de sua esposa D. Luísa de Gusmão que disse: "vale mais ser rainha um dia que duquesa  toda a vida"!

Era filha da família mais poderosa da Andaluzia, a Casa Ducal de Medina-Sidónia. Diz-se que ainda era descendente da linhagem de D. Afonso Henriques. 

 

A Luta contra os espanhóis estava presente todos os dias, desde antes e depois das Cortes de Tomar, onde Filipes II jurara manter uma coroa, dois reinados e respeitar a autonomia do governo de Portugal. Porém, entretanto, Filipe III iniciara já a a anexação de Portugal.

 

Entretanto, com Filipe IV e o governo espanhol do Conde Duque de Olivares, num emaranhado de trapaças, preparava-se a integração pura e simples de Portugal na coroa espanhola.

 

O casamento de D. Luísa de Gusmão com D. João IV, fazia parte desse emaranhado de trapaças. Juntar os dois grandes ducados de Bragança e Medina-Sidónia tinha vários objectivos e, principalmente, evitar a revolta dos portugueses contra a coroa espanhola.

 

Mas D. Luísa de Gusmão, que tinha sangue português nas veias, preferia viver a reinar do que viver a servir e foi uma defensora da política dos conjurados.

 

Em 1 de Dezembro de 1640, deu-se o grande golpe palaciano contra Miguel de Vasconcelos e, a 15 de Dezembro, D. João IV foi aclamado Rei de Portugal, com a ajuda de sua esposa, Luísa de Gusmão, que veio a ser uma rainha activa.

 

 

A Guerra da Restauração durou 28 anos, de batalhas e escaramuças, travadas em todos os territórios que eram, então, pátria integrante de Portugal, como, Brasil, Angola, Moçambique, Índia, Macau, etç. Apenas Ceuta não se revoltou contra os espanhóis!

Foi um esforço de titãs e, hoje, tal como então, muitos portugueses, ainda se mantêm de costas voltadas para uma das maiores sagas históricas de Portugal e hoje, tal como então, ainda haverão, por aí, uns quantos, a salivar essa saga, numa indigestão, há 371 anos.

 

Por mim, posso abdicar de qualquer feriado, por este. Por exemplo: o 5 de Outubro ou o 25 de Abril! Para que servem?

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Sei que não há homens perfeitos mas, também sei que há uns mais perfeitos que outros. Sempre admirei Abraham Lincoln e, a sua casinha de madeira, por tudo que li sobre ele. Achava, noutros tempos, que ele seria um bom Rei do Mundo

publicado por Ventor às 23:30