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Salpicos, em Páginas Brancas

O Cântico do Cisne. Gostaria que as penas brancas dos cisnes da Amadora fossem as Páginas Brancas de belos contos de fadas encontrados durante as minhas caminhadas. Mas não. Eu e os cisnes só ouvimos tristezas!

O Cântico do Cisne. Gostaria que as penas brancas dos cisnes da Amadora fossem as Páginas Brancas de belos contos de fadas encontrados durante as minhas caminhadas. Mas não. Eu e os cisnes só ouvimos tristezas!

Salpicos, em Páginas Brancas

Túmulo do rei D. Duarte (1391-1498) e da rainha D. Leonor de Aragão (1442-1445)



Na Rota de Apolo





Na Rota de Apolo, como o Vexiloide de Alexandre Grande



Planeta Azul - Na Rota do Lince Ibérico


O Lince Ibérico, retirado da Wikipédia atribuído ao "Programa de Conservación Ex-Situ del Lince Ibérico


Luis de Camões nos Jerónimos


12
Dez03

Na Caminhada dos Sonhos

Luiz Franqueira - Ventor

Dentro do meu Espírito existem muitas Páginas Brancas e existe também muita vontade de as preencher.

 

Há muitos anos atrás, eu já sonhava e sonhava, sobretudo, com um Mundo com muitos espaços vazios que me esperavam para os preencher. Tentei realizar os meus sonhos, mas como sabem é difícil, muito difícil preencher espaços para que não fomos talhados. Sempre fui um sonhador! Um sonhador pronto a realizar as suas venturas.

 

Como já disse algures, tal como o lobo percorremos montes e vales, estepes secas ou nevadas, serranias pedregosas e florestas sem fim, e tal como ele, eu Ventor, para além de tudo isso, persigo também a Caminhada dos Sonhos. Por isso, vou falar-vos do meu Mundo de Viagens. Viagens reais e viagens imaginárias. Aquelas que vos posso contar e aquelas que gostaria de vos contar. Esses sonhos têm-me perseguido e com eles tenho vagueado pelos mundos mais diversos.

 

Não sei porquê, acho que vos vou contar as viagens que sonhei e que sonho realizar. Para isso, conto-vos que, um dia, entrei numa Agência de Viagens já a sonhar. Perguntei sobre uma hipotética viagem até à América do Sul. Depois da conversa com o responsável pela Agência, peguei numa Página Branca de um jornal, daquelas que têm a publicidade encostada numa ponta e deixa toda a página para nós, tirei a esferográfica e comecei a traçar planos e a fazer contas. Rabisquei a folha toda e voltei à Agência. O senhor estava a preparar-se para ir almoçar e ia ser substituído. Apontou-me o seu colega de trabalho para tomar conta da realização do meu sonho naquele momento. Mas eu disse que não. Ficaria a nossa conversa para depois do almoço. Afinal eu não queria perder tempo a recomeçar tudo com outra pessoa por muito competente que fosse.

 

A vida é curta e eu precisava de apanhar o comboio anterior, na estação em que tínhamos ficado. Entretanto encontrei um amigo que já não via há muito e com quem fiquei na conversa ouvindo tudo que me contava sobre uma viagem que tinha feito e fiquei embasbacado. Afinal era a viagem que eu queria! O meu amigo seguiu para o metro que ia apanhar e eu fui também almoçar. Entrei num tasco de segunda mas onde o comer era de primeira. Parei à entrada da porta para rebuscar uma mesa vaga e vi um braço no ar. Lá estava o homem da Agência de viagens a convidar-me para me sentar à sua mesa uma vez que todas estavam ocupadas.

 

Nos bons tascos e baratos é sempre assim! Aceitei o convite e, enquanto escolhemos e esperamos, desenvolvemos a nossa conversa anterior. O homem da Agência, que já parecia mais um amigo que um simples conhecido de alguns momentos atrás, faz-me uma proposta. Ventor, porque não vai fazer uma viagem de sonho? Daquelas que nunca mais se esquecem!

 

Meu caro amigo, você é que é o especialista nessas coisas! Faça uma proposta séria para os valores que eu lhe falei. E eu decido-me já. Os parâmetros são os mesmos. Custos e tempo limitados! Aquele que eu já reconhecia como um amigo, disse: "Ventor, porque não uma viagem a Cusco? Mal se apanhe em Cusco já não quer saber de mais nada. 15 dias Ventor, e um preço justo"! Um dia contar-vos-ei esta viagem, entretanto, vou falando doutras mais curtas, mas muito interessantes!




Sei que não há homens perfeitos mas, também sei que há uns mais perfeitos que outros. Sempre admirei Abraham Lincoln e, a sua casinha de madeira, por tudo que li sobre ele. Achava, noutros tempos, que ele seria um bom Rei do Mundo