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Salpicos, em Páginas Brancas

O Cântico do Cisne. Gostaria que as penas brancas dos cisnes da Amadora fossem as Páginas Brancas de belos contos de fadas encontrados durante as minhas caminhadas. Mas não. Eu e os cisnes só ouvimos tristezas!

O Cântico do Cisne. Gostaria que as penas brancas dos cisnes da Amadora fossem as Páginas Brancas de belos contos de fadas encontrados durante as minhas caminhadas. Mas não. Eu e os cisnes só ouvimos tristezas!

Salpicos, em Páginas Brancas

Túmulo do rei D. Duarte (1391-1498) e da rainha D. Leonor de Aragão (1442-1445)



Na Rota de Apolo





Na Rota de Apolo, como o Vexiloide de Alexandre Grande



Planeta Azul - Na Rota do Lince Ibérico


O Lince Ibérico, retirado da Wikipédia atribuído ao "Programa de Conservación Ex-Situ del Lince Ibérico


Luis de Camões nos Jerónimos


12
Mar11

Um País à Rasca

Luiz Franqueira - Ventor

Parece que advinhava!

 

Não são só os jovens que estão à rasca!

É um país inteiro que está à rasca!

São os jovens que cada vez menos têm a capacidade mínima de poderem organizar a sua vida;

São os trabalhadores que saem de suas casas já "à rasca" por nem saberem como vai ser o seu próprio futuro, nesse próprio dia;

São os pais que trabalham e vivem sem a certeza de poderem continuar a alimentar os seus filhos;

São os avós que tiveram sempre uma vida incerta e mais incertos estão ao verem que os seus netos a terão ainda menos certa, vivendo sem qualquer esperança;

São os doentes que sabem que cada vez menos hipóteses terão de se tratar;

São os reformados que trabalharam uma vida para terem uma velhice enquadrada num futuro aceitável e já lhe estão a meter a mão no bolso, à descarada;

Enfim!

 

 

Estamos no Canto I, dos Lusíadas de Luis de Camões

 

O recado que trazem é de amigos,

Mas debaixo o veneno vem coberto;

Que os pensamentos eram de inimigos,

Segundo foi o engano descoberto.

Oh grandes e gravíssimos perigos!

Oh caminho de vida nunca certo,

Que aonde a gente põe sua esperança,

Tenha a vida tão pouca segurança!

 

Somos, portanto, um país à rasca. A nossa juventude sabe que vive o futuro num lamaçal viciado, ... cheio da sanguessugas, prontas a retirar-lhe o resto do sangue.

Pelo caminho que isto leva, apetece-me dizer ao José Sócrates, que arrume as coisas e se pire de vez e todos os sanguessugas que se juntaram a ele. Eles estão a destruir o que resta deste país!

Eles e a Europa da Senhora Merkel e mais meia dúzia de "sweets Gentelmen" ao seu serviço, em Bruxelas.

 

O povo português, neste momento, não sabe para onde se virar. Está na rua, como uma barata tonta, a observar os seus horizontes mas, pode ter de arrombar portas e janelas, a qualquer momento, para poder prosseguir no dia seguinte. Eu recordo a História e recordo que sempre houve algumas causas perdidas ou não, que levaram a Defenestrações, como a de Praga, séculos atrás e por todos os tempos. Portugal está maduro para que isso aconteça. Não me admirava nada se acontece-se mais rápido que muitos pensam.

E sabem uma coisa?

 

Neste país, os militares fizeram uma revolução, que já pouco falta para ter tanto tempo como teve a Ditadura de Salazar. Acabaram com a guerra e ofereceram-nos a liberdade para podermos falar, expor ideias, fazer de conta ... mas, entregaram, numa bandeja, o ouro aos bandidos! O ouro, nessa altura, era muito, os bandidos eram poucos e com essa revolução os bandidos passaram a ser muitos e o ouro a ser pouco. A Herança era muito pesada e começaram logo a fazê-la emagracer, porque a malta que tomou o poder, não estava habituada a trabalhar. Fizeram vir o FMI, roubaram-nos forte e feio e veio a Europa fazer-nos sonhar, reganhar confiança, voltar a ter esperança ... 

 

A Europa começou a mandar dinheiro mas, neste mundo, como dizia alguém que fez muitos avisos, ninguém dá nada a ninguém. O que nos deram, foi uma espécie de esmola e os portugueses que faziam parecer que nos governavam, começaram, desde então e não vai há muito tempo, a caminhar por esse mundo europeu e não só, de mão estendida e, tal como o desgraçado do mendigo, continuam de mão estendida a ver se escorrega algum. Mas os que foram servindo o mendigo, portaram-se mal. Deviam ter aprendido o provérbio chinês. Em vez de ensinarem o mendigo a pescar foram-lhe atirando com um peixe de vez em quando e, agora, o mendigo não sabe pescar e não tem peixe!

 

Que vergonha eu tenho de toda esta gente que só sabe esmifrar! Até quando?

 

Hoje não é conversa de Tasca (nem lá posso ir beber um copo, no decurso de uma caminhada) mas, apeteceu-me dissertar. Vale isto, para dizer a todos que estão na rua, defendendo um lugar, ao sol, em Portugal, que estou com eles.




Sei que não há homens perfeitos mas, também sei que há uns mais perfeitos que outros. Sempre admirei Abraham Lincoln e, a sua casinha de madeira, por tudo que li sobre ele. Achava, noutros tempos, que ele seria um bom Rei do Mundo

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